29 abril 2006
28 abril 2006
Tintin - Uma Megaprodução Futebloguês
"Tintin e o Mistério da Época Perdida" ainda não tem lançamento marcado mas conseguimos em exclusividade alguns excertos do novo album do heroi de banda desenhada e dos seus companheiros o Capitão Veigadock e o Professor Vieirasol.
O Futebloguês não podia, naturalmente, privar os nossos fiéis leitores desta nova aventura do pequeno treinador incompetente de poupa levantada que continua a cativar e fascinar milhões de pessoas pelo mundo inteiro.





27 abril 2006
Ter ou não ter nível
"Na final da Taça de Portugal em futsal ignoraram-me, nem me cumprimentaram. Fingiram que não me viram. São (referindo-se a elementos da direcção cessante), perdoem-me a expressão, uns ‘cocós’ de todo o tamanho.”Sá Pinto terá festa a condizer com estatuto

26 abril 2006
Adeus Sá Pinto, Artur Jorge nunca te esquecerá

25 abril 2006
5ª Dimensão

24 abril 2006
23 abril 2006
Campeão Nacional 2005/2006 : F.C. PORTO

22 abril 2006
21 abril 2006
Traumatismo
No seguimento de uma violentíssima colisão com Simão Sabrosa, Petit sofreu um traumatismo craniano e teve de ser internado no hospital com urgência. Já depois de lhe ter sido dada alta, captamos hoje no Estádio da Luz esta fotografia onde é possível ver o estado em que ficou a cara do jogador encarnado. Arrepiante!Ainda à espera
Reflexão linguística
Reflexão de La Palice
Soares Franco e Abrantes Mendes
20 abril 2006
Questão pertinente do dia
Unanimidade hipócrita
Sou um apreciador de Paulo Bento. Contudo, discordo de algumas opções que tem vindo a tomar. E não: não estou a referir-me – como certamente muitos dos leitores estarão a intuir – à opção pelo risco ao meio.O que me incomoda em Paulo Bento é a fobia do risco. Já o era enquanto jogador, é-o enquanto treinador: Bento não arrisca, Bento prefere um empate a zero que um empate a cinco. Nesse capítulo – não tenho problemas em o assumir – era um fã de Peseiro. O Sporting sofria muitos golos? Sim. O Sporting nada ganhou? Sim. Mas nunca como na última época me deu tanto prazer ver os jogos do meu clube – facto a que não era alheia (admito-o) a presença quase constante da Isabel Figueira nas bancadas. Mas divirjo. Voltemos a Bento.
Há, em torno do técnico do Sporting, uma espécie de unanimidade hipócrita. Hipócrita porque – todos o sabemos – se sustenta na possibilidade forte de o clube garantir o apuramento directo para a Liga dos Campeões. Se tal não acontecer, serão poucos os que duvidam de que Bento deixará de ser o “novo Mourinho “ e passará a ser “o novo Peseiro”. E o pior, para mim enquanto sportinguista, é que este Peseiro não é o líder técnico de um Sporting de Peseiro. É, ao invés, o líder técnico de um Sporting de Trapattoni – mas sem título nacional. O que é – convenhamos – tão excitante como a expressão facial da Lili Caneças sempre que está embrenhada na libertação dos seus resíduos sólidos.
Vejo em Paulo Bento um general, um homem capaz de ordenar num grupo, de o disciplinar, de o unir em torno de um propósito. Não vejo em Bento – pelo menos por enquanto – um metodólogo, um mestre ao nível do treino. Falta-lhe, talvez, experiência – e acima de tudo sapiência teórica. Poderá – e é essa a minha esperança – evoluir. Poderá – se tal acontecer – ser o treinador que recolocará o Sporting no trilho dos títulos. Até lá, é apenas um treinador que transformou uma equipa que pressionava alto como poucas na Europa numa equipa que permite demasiadas veleidades no segundo terço do campo aos seus opositores. O Sporting de Bento joga com as linhas bem juntas, é certo, bascula razoavelmente, mas carece de elasticidade, carece de rupturas, carece de desequilíbrios posicionais. É uma equipa presa de movimentos, sempre segura da sua retaguarda – daí os poucos golos sofridos –, mas incapaz de efectuar a transição defesa-ataque de forma sustentada. Falta – isso nota-se a olho nu – um modelo de jogo na sua verdadeira acepção. Mas isso exige tempo. Espero que seja só isso – tempo – que esteja a faltar. E espero que a tua evolução seja também a evolução do Sporting, Paulo.
19 abril 2006
Obrigado, menino
Há o rosto de Deus em cada gesto de Ronaldinho. Há o tactear de um solo etéreo, aonde o mais comum dos mortais não consegue ascender. Porque Ronaldinho, quando tem uma bola nos pés, não é mortal; é uma escultura em movimento, uma fotografia eterna que se move por entre as entranhas da nossa memória.Quando vejo Ronaldinho com uma bola nos pés, eu sei que, também eu, sou especial. Porque é isso a arte: criar artistas em cada alguém que tem o prazer de a observar. E, com a imagem de Ronaldinho nos olhos, eu sou o mais puro dos artistas: o artista do pé descalço; o artista dos mil e um malabarismos desenhados na almofada, criados nas fantasias imberbes de menino; o artista que sorri sempre que lhe vejo o rosto – e é também isso a arte: um sorriso, um acenar de sorriso dentro das esferas de uma existência cada vez mais deprimente; ou: deprimida.
Quando vejo Ronaldinho, eu encontro um Brasil vergado, um Brasil pisado pela pobreza, perdido nas teias de uma demolição social quase imparável – e encontro esse mesmo Brasil anestesiado com as diabruras do seu traquinas, um Brasil deleitado pela alegria de ver um filho de si – e das suas agruras – a deleitar o mundo. E, nesses instantes em que a bola recebe, submissa, as ordens que Ronaldinho lhe dá, toda a pobreza termina, toda a dor cessa; e o que fica é ele, o menino, a dizer ao mundo que afinal vale a pena, que afinal tem mesmo de valer a pena continuar mesmo quando continuar nada mais é do que uma sucessão de dores com intervalos de prazer – com intervalos de Ronaldinho.
Quando vejo Ronaldinho, eu encontro a anulação das probabilidades, a inesperada imagem de um lugar onde tudo se resumisse ao talento – e onde um gigante de quase dois metros e de muitos quilos se verga à incontornável impotência de nada poder fazer para parar o talento. E, num momento de luz, encontro nos relvados onde o menino caminha e corre e salta e ri a sociedade perfeita, onde tudo o que interessa é o talento, o génio, a beleza – a utopia, enfim, de um mundo por vir; de um mundo eternamente por vir por dentro da mente quimérica de um esteta.
Quando vejo Ronaldinho, eu esqueço-me de que a vida acaba; e tenho a certeza de que, um dia, daqui por muitos anos, serei – eu e os que comigo partilham a imagem viva do número dez do Barcelona com uma bola nos pés – invejado por todos aqueles que só terão a oportunidade de o ver em focos de passado, em luzes sem repetição. Sim, porque ele, apesar de não parecer, também é finito; porque ele, apesar de o parecer, não é Deus.
Obrigado, menino. Que a vida te recompense pelos pedaços de esperança que ofereces a muitos milhões espalhados pelo Globo. Que a vida me permita ter vida para ver a tua vida.
Busca Gattuso, busca !

Pensamento em dia de Champions
by Sergy, http://wwwandrade.blogspot.com/
18 abril 2006
A separação dos lixos
a) não sei, embora aqui e ali tenha ouvido falar nela, quem é a Metáfora. Ainda assim, devo prevenir que sou um homem casado e que, como tal, a única mulher que uso – e, até ver, com bons resultados – é a minha;
b) não estava ao corrente de que haveria, em Portugal, “dirigismo desportivo”. Se o soubesse, jamais o teria atacado;
c) encontro, no raciocínio apresentado, uma séria incongruência filosófica. Senão vejamos: ao afirmar-se que, de forma encapotada, estou a atacar a forma como – e cito – “o dirigismo desportivo” funciona, está a partir-se de uma premissa francamente errónea: a de que – e cito novamente – “o dirigismo desportivo” funciona.
Outra questão que está umbilicalmente conectada com a separação dos lixos domésticos é – adivinharam – o casamento da Merche Romero com o Cristiano Ronaldo. E, também, já agora, a questão das Centrais de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos. Neste ponto, devo afirmar, em primeira instância, que sou a favor deste tipo de tratamentos. O tecido urbano necessita urgentemente de se ver livre de alguns resíduos sólidos. Mesmo que isso implique o fim da carreira do Toy ou a queima em praça pública – sonhar não custa – de todos os exemplares do novo disco dos Delfins. Por outro lado, esta opção colocaria a salvo, evidentemente, a Simara e o Miccoli, uma vez que se limita a eliminar resíduos sólidos, deixando intocados, por óbvia exclusão de partes, os resíduos moles.
É fundamental, ainda, chamar a atenção para o facto de estarmos a assistir a mais uma descriminação evidente. Se os resíduos urbanos têm ao seu dispor meios para serem tratados, por que não terão os resíduos rurais o mesmo direito? É uma pergunta que dirijo, como não poderia deixar de ser, a quem manda neste país (e, já agora, ao José Sócrates).
Contudo, não poderia terminar sem deixar bem claro que reprovo, de forma liminar, a possibilidade, já aventada por alguns comentadores, de resolver o problema juntando, no mesmo espaço físico e em total partilha, os resíduos urbanos e os resíduos rurais. Felizmente para o casamento da Merche Romero com o Cristiano Ronaldo, não sou eu que mando neste país.
O Terrorista
Sérgio Conceição, 13/04/2006


Caro Serginho, en nome do povo português quero pedir desculpa por teres cuspido num adversário e teres atirado à camisola à tromba do árbitro apesar de já teres idade suficiente para ter juízo. Por isso, deixo esta pequena homenagem para poderes gritar bem alto e com toda a razão que te fizeram passar por terrorista. Já agora aproveito para te desejar umas boas férias prolongadas...
PS: o Futebloguês não se responsabiliza por manifestações de protesto da comunidade muçulmana contra este post ou por eventuais atentados perpetrados por fanáticos sem sentido de humor.
17 abril 2006
Dúvida
Ora, brota da conjugação destes dois factores uma questão que, desde logo, tem de ser colocada – e fico extremamente surpreendido de, aparentemente, ainda mais ninguém a ter colocado até hoje: será que o aborto foi finalmente legalizado no nosso país?
15 abril 2006
Está tudo explicado
Sugestão (em dez passos) para o almoço de Páscoa
Segundo passo: volte para casa. Conselho importante: coloque o volume do seu auto-rádio bem alto, de forma a não ouvir os gritos e choros histéricos que ecoarão da mala. Pode, se preferir – e no caso de ser como eu –, optar por desligar o rádio e deleitar-se com o som de dor que a mala lhe oferece.
Terceiro passo: tire a criatura da mala. Nota importante: esfregue, mais tarde – com lixívia bem forte e durante largos minutos –, a mala onde a criatura esteve deitada.
Quarto passo: dispa completamente a criatura, deixando-a somente – para evitar mais choros histéricos – com a braçadeira de capitão colocada no braço.
Quinto passo: coloque a criatura em cima da banca da sua cozinha.
Sexto passo: cubra a criatura com doses industriais de Cerelac e de Nestum.
Sétimo passo: polvilhe, para dar o toque final, a criatura com óleo Johnson bem cheiroso.
Oitavo passo: estenda a criatura em cima da cama do seu quarto.
Nono passo: liberte finalmente o Bibi e deixe-o fazer o que os seus instintos lhe ordenam.
Décimo passo: Deixe marinar durante algum tempo (nunca menos de uma hora) e observe atentamente o curso dos acontecimentos. Saboreie o prazer único de um almoço de Páscoa realmente nutritivo.
ATENÇÃO: use sempre – para sua protecção e ao longo de toda a confecção do prato – luvas. Se, por distracção, se esquecer de as usar, esteja, nos dias que se seguem, atento ao seu comportamento. Se algum dia der por si estendido no chão de uma qualquer rua – enquanto chora e reclama junto de um polícia por ter sido atingido e agredido pelos transeuntes –, dirija-se ao hospital mais próximo. Ou, em alternativa, ao Estádio de Alvalade. Lá – esteja descansado – vão voltar a fazer de si um homem.
14 abril 2006
Força, Luisão
Luisão merece-me todo o respeito. Aliás, não poderia ser de outra forma. Quem, como ele, consegue conviver com uma cara daquelas todos os dias da sua vida é – não temo as palavras – um herói. Eu próprio, apesar do meu assinalável sucesso junto das mulheres (e também da Dulce Pontes), já tive os meus dias em que me olhei ao espelho e não gostei do que vi. E esses – admito – não foram dias nada fáceis.[1] Recordo-me, até, de uma saudosa tarde em que, diante do espelho que reflectia a minha imagem, coloquei em dúvida se valeria a pena estar ali, na casa de banho daquela suite de um hotel de cinco estrelas, com uma mulher que escolhi apenas porque nada mais - com aquilo que encontrei no espelho de casa antes de sair - julgava merecer nesse dia. Cheguei mesmo a hesitar entre voltar para a cama e sair dali, em forte correria. “Estou a usar esta pobre mulher, estou a servir-me dela apenas porque hoje não me sinto capaz de arranjar melhor”, pensei. Mas depois, quando a Isabel Figueira se aproximou e me disse ao ouvido: “Quero mais”, não pude deixar de ser piedoso e voltei para o leito. Mas voltemos ao tema central do raciocínio que tento empreender.Acredito – e afirmo-o de forma sincera e desprovida de qualquer ironia – que Luisão poderá ser um caso sério de sucesso na sua carreira. Isto, como é óbvio, se enveredar por outra profissão. Estou convicto de que o defesa-central do Benfica, que é ainda um jovem, está perfeitamente a tempo de se tornar o maior catalisador da história da Humanidade ao nível da evolução dos programas informáticos de tratamento de imagem. Luisão será, talvez, a besta[2] negra do Photoshop. Até hoje, nenhum informático – mesmo nos seus dias mais inspirados – teve competência para criar um programa que fosse capaz de fazer da cara de Luisão algo mais do que – depois de bastante burilada – a imagem de um rinoceronte visto por detrás e no exacto momento em que liberta os seus resíduos sólidos de cor acastanhada.[3] Ou, para simplificarmos a imagem, algo mais do que a boca do Petit sempre que profere uma palavra.
Se o defesa encarnado se dedicasse a cem por cento a servir de modelo às técnicas de aperfeiçoamento dos programas de tratamento de imagem, estou em crer que, um dia, seria possível alcançarmos o objectivo por que, julgo eu, toda a gente tanto anseia. Falo, como é de fácil entendimento, do suicídio colectivo de todos os informáticos do Planeta. Por isso, a Humanidade deposita grandes esperanças em ti, Luís. Não a desiludas.
[1]Devo referir – apenas para clarificar as coisas – que, em todas as ocasiões, o defeito era, evidentemente, do vidro que me reflectia. É no que dá ter uma irmã que adora colar posters do George Clooney no espelho.
[2] O uso da palavra “besta” não é, como algumas mentes torpes estarão nesta altura a intuir, uma referência indirecta e cobarde a Ronald Koeman. Até porque, neste caso, e dado tratar-se de alguém que serve – de forma voluntária – um clube como o Benfica, esse tipo de insulto acaba por, incontornavelmente, funcionar como uma fastidiosa redundância.
[3] Como se tornou evidente, evitei fazer uso da unidade lexical “merda” para descrever o que acabei de descrever. Fi-lo de forma consciente, para evitar que, mais uma vez, me pudessem acusar de estar a colocar – através de referências subliminares – o trabalho de Ronald Koeman em questão.
13 abril 2006
3 Questões a Soares Franco

Beto é filho de Elsa Raposo
* Por motivos óbvios, o cavalo pediu anonimato e que não fosse mostrada a sua fronhaEm declarações concedidas à RTP na tarde de ontem, Elsa Raposo, ex-apresentadora do programa televisivo Sex-Appeal, confessou que o novo herói do – passe a expressão – futebol do Benfica, Beto, é na realidade seu filho, contrariando assim algumas versões que apontavam para a possibilidade de o – passe a expressão – jogador do Benfica ser, na verdade – e tendo em conta a destreza dos seus pés e a sua mobilidade dentro do terreno de jogo –, descendente directo de um pinheiro ou, até, de um eucalipto.Num tom altamente emotivo, a loira explosiva revelou que ficou bastante emocionada no momento em que tudo fez sentido para si. “Estava em casa a ver televisão, enquanto o meu cão se entretinha entre as minhas pernas, quando deparei com aquele jogador de porte elegante. Olhei um pouco e percebi que aquele homem só podia ser o meu filhinho que há muito tempo dei à luz na parte de trás de um celeiro e que nunca mais voltei a ver”, confessou, ao mesmo tempo em que unia os joelhos com força, de forma a fazer com que a vigorosa corrente de ar que se fazia sentir na sala parasse por uns instantes.Com as lágrimas a caírem-lhe copiosamente pelo rosto, a mulher que muitos dizem ser – a par de Odete Santos e de Agustina Bessa Luís – o maior ícone vivo da sensualidade no nosso país, não se coibiu de explicar o que é que a levou a perceber que Beto, o tecnicista médio benfiquista, era seu descendente directo. “Para correr assim, só podia ser filho de um cavalo, e aquela cara, aquele cabelo, aquele jeito de menear a cabeça…ai…trouxe-me a imagem do Fronha De Acidente Na IC19, o pai dele, um cavalo puro-sangue, negro, loiro, esbelto e atlético, que conheci numa noite de passeio pela quinta de um amigo meu…Desde esse dia percebi que ia ter dentro de mim um filho dele”, afirmou a espampanante loira, já completamente lavada em choro e recusando-se de forma gentil a prestar mais declarações sobre o assunto – não respondendo, dessa forma, a uma questão pertinente de um repórter do – passe a expressão – canal Benfica, que procurava saber, basicamente, se Elsa tomara a pílula do dia seguinte após a última vez em que haviam estado juntos. “Agora só quero estar com o meu filho e tê-lo a relinchar nos meus braços”, concluiu, levantando-se do sofá onde estava sentada e deixando a descoberto um objecto cilíndrico de enormes dimensões – sobre o qual, alegadamente, estaria sentada.
Nota da Redacção: Como é seu timbre, o FUTEBLOGUÊS procurou investigar mais a fundo esta matéria, mas infelizmente, e até ao fecho da edição, não nos foi possível apurar se o vibrador usado era um FCP-CO1 ou um bem menos poderoso SLB-KO3. No entanto, e após consulta a Cláudio Ramos – que, de forma gentil, se prestou, de imediato, a testar os dois aparelhos –, esta última hipótese é, depois de analisado com minúcia o esgar de pouca satisfação de Elsa Raposa, provavelmente a mais acertada.
12 abril 2006
Marketing Vitoriano
Quando as coisas não resultam, a capacidade de adaptação é importante. Por exemplo o Guimarães apostou forte nesta época, não só no campeonato como na presença na taça UEFA. Divulgaram então este cartaz em que dois jogadores montados nas suas vespas, quais D. Quixote em cima da sua fiel Rocinante, cavalgavam para combater os moinhos das competições europeias:

Por isso, o Futebloguês decidiu ajudar um clube que muito admiramos (cof, cof) a rentabilizar os seus recursos e adaptamos uma ideia que, apesar de não ter tido os resultados desejáveis, continua a ter imenso potencial:

Esperamos ter ajudado e aproveito para desejar ao Vitória a maior das sortes para..........a final da Taça.
Boato
- Parabéns, minha senhora. É uma linda e saudável menina.
Parabéns, Benfica
Não acredito em milagres. Ainda assim, tenho fé – por mais inverosímil que tal possa parecer – na possibilidade de um dia o José Veiga conseguir articular uma frase que faça sentido. Mas, escrevia eu, não acredito em milagres. Por isso, estou convencido de que Ronald Koeman vai mesmo sair do Benfica. Não deixo – se tal vier, efectivamente, a acontecer – de sentir alguma pena. E sobretudo alguma saudade. Acredito que todas as pessoas providas da capacidade de elaborar um pensamento coerente (e também alguns benfiquistas), quando um dia recordarem a imagem do técnico holandês, vão sorrir. Não tanto como quando se visualiza uma imagem próxima do desenho das orelhas do Luís Filipe Vieira. Mas vão sorrir. Vão sorrir porque Koeman é especial.Foi ele quem descobriu em Beto um talento escondido – tão escondido que, até hoje, só mesmo Koeman é que o encontrou. Mas está lá – ao olhar para a cor de cabelo do médio do Benfica e para o estado calamitoso dos seus dentes, percebe-se que Beto terá de ter, em compensação – e porque eu não acredito num Deus tão cruel assim –, algum dom. Pena ainda mais ninguém, para além de Koeman – e, provavelmente, da esposa do jogador encarnado – não o ter ainda descoberto.
Foi também Koeman quem descobriu em Laurent Robert a capacidade impar de dar a ideia de que não corre quando, na verdade, não corre mesmo. E o adversário, com isso, fica confundido. Mérito, mais uma vez, do técnico holandês.
Foi, só para citar um último exemplo, Koeman quem transformou uma equipa incapaz há largos anos de ganhar um título na mais alta esfera europeia numa equipa incapaz há largos anos de ganhar um título na mais alta esfera europeia. E isso, parecendo que não, é altamente relevante. E é, para além disso, sinónimo daquilo em que o técnico do Benfica é, realmente, um especialista: a estabilidade. Para Koeman, a estabilidade é tudo. É em nome da estabilidade que o Benfica está, há largo tempo, sentado na confortável poltrona do terceiro lugar. Poderão, algumas mentes mais rebeldes, advogar que, dada a dimensão do clube, o terceiro posto não é o mais indicado para a equipa da Luz. Mas a campanha menos positiva do Braga e do Nacional nas últimas jornadas acaba por explicar a posição tão alta que o Benfica consegue ocupar na tabela classificativa. E assim é que o futebol é bonito: imprevisível, com as equipas teoricamente mais fracas a conseguirem, em dadas alturas, superiorizar-se às mais fortes. E só por isso é que hoje dediquei um texto inteiro (com excepção do pequeno excerto em que falo do José Veiga) ao Benfica. Porque, aqui e ali, gosto de parabenizar o bom trabalho efectuado em equipas de meio de tabela.
Fosse Deus justo – e, passe o pleonasmo, sportinguista – e também Ronald Koeman seria parabenizado pelo excelente trabalho que tem feito. E, mais importante do que isso, recompensado com mais um ano de profícuo trabalho no Benfica.
11 abril 2006
Para 1º post, um post sobre o 1º
Para o técnico holandês do Porto, só há uma coisa que interessa. Felizmente para mim, que sou sportinguista, essa coisa não é a vitória. Estará o nobre leitor neste preciso momento a fazer uma de duas coisas – ou até mesmo, em casos extremos, ambas em simultâneo: 1) a coçar o exíguo espaço que dista entre a virilha e a parte interior da perna; 2) a visualizar mentalmente a imagem da Marisa Cruz coberta de chocolate quente e sem o João Pinto por perto. Mas regressemos ao Co. O que interessa, para o técnico holandês, é a sua peculiar forma de negação. Aliás, tenho para mim – para além de um poster da Soraia Chaves praticamente nua e que estou disposto a vender pela melhor oferta – que Adriaanse padece do síndroma de Vasco Pulido Valente, que, como todos os portugueses (e até mesmo o Eusébio) sabem, consiste no contrariar sistemático de verdades que todos consideram inquestionáveis. O raciocínio de Co – tal como o de Pulido Valente – é simples e fácil de compreender: negar, negar tudo, negar até à morte. Jorginho é fraco? Não. César Peixoto não é defesa-esquerdo? É. José Castelo Branco é gay? Bem, neste ponto até Co Adriaanse foi obrigado a concordar – mas trata-se (nisso todos estaremos de acordo) de uma compreensível excepção.
Só assim (através do síndroma de Vasco Pulido Valente) é que se pode justificar a tendência quase suicida do holandês em algumas fases da época. E, acima de tudo, só assim é que se explica que o Porto – campeão inquestionável dos orçamentos do nosso campeonato – só agora tenha praticamente assegurado a conquista do título. Por isso, aqui fica um agradecimento sincero. Obrigado, Co, por teres mantido - até ao último Sábado - a esperança dentro de mim. Que fiques por muitos e bons anos.
[1] Tenho, aliás, a firme convicção de que não é bom eu simpatizar com alguém. Até porque, regra geral, tendo a simpatizar com coisas ridículas. Talvez por isso simpatizo imenso com o Simão Sabrosa. Mas falemos de uma criatura repugnante de cada vez.
Plantel Completo
09 abril 2006
E agora ?
P.S. - Deixo um pequeno desabafo, é preciso o FC Porto estar muito perto de ganhar o campeonato para, finalmente, ser capa principal nos 3 jornais desportivos, é lamentável. E ao Record e ao seu director, que enrole e meta a capa do dia anterior e o seu Onze Magnífico where the sun don't shine ...
Numa consola perto de si
Em parceria com o Futebloguês, a Electronic Arts lançou um jogo exclusivo para Portugal. Não perca a oportunidade de mandar dar uma tareia às ex-namoradas, de oferecer viagens ou fruta à quem mais interessar, de criar e falir umas empresas e muito mais, enquanto foge das garras do terrível Golden Whistle*. Com o "The Wife Beater" estão asseguradas horas de diversão. Não perca, brevemente numa consola perto de si..* qualquer semelhança com casos reais é pura coincidência
07 abril 2006
Piada (seca) para o fim de semana

...se fica torcido como um pepino !

De pequenino...
Ainda vais ouvir muita estupidez, vais assistir a muita inveja de gente que quer ser como nós mas não te preocupes, Miúdo: és o Maior!
05 abril 2006
04 abril 2006
Humor odontológico
Quero, desde já, pedir desculpa à todos os adeptos do Barcelona (particularmente aos nossos compatriotas que sentem a verdadeira paixão blaugrana desde o sorteio dos quartos-de-final da Champions League) no caso de se sentirem ofendidos por brincar indecentemente com o aspecto físico do Ronaldinho. Para a minha defesa posso dizer que o próprio clube catalão já fez também uma personal joke do género antes de um encontro do campeonato espanhol como podem comprovar pela foto que se segue. Gozar com um futebolista do próprio clube é que devia ser condenado:

Felizmente que ainda existem Jogadores, com um j grande, que se sentiram magoados com este gesto. O camaronês Eto'o, que também ele sofreu na pele outro tipo de discriminação, tentou ficar com os dentes parecidos com o astro brasileiro num gesto de rara solidariedade. Ainda bem que ainda existem pessoas assim:


























