02 maio 2006

Nem tudo é mau

Rui Alves é, não tenho pejo em o afirmar, um homem sui-generis. Neste momento, o estimado leitor estará, com certeza, bastante surpreendido. E tem duas boas razões para o estar: 1) era de todo improvável, e até linguisticamente incorrecto, usar a palavra homem para caracterizar o presidente do Nacional da Madeira; 2) está abismado com a minha capacidade para falar latim.
Pois bem, se em relação ao primeiro ponto de surpresa, posso apenas penitenciar-me por tamanha e grosseira falha (que não volta, garanto sob compromisso de honra, a ocorrer), já em relação ao segundo aspecto deverei vangloriar-me por, de facto, ser dotado de capacidades tão abrangentes e que, aliadas à minha natural modéstia, fazem com que eu seja – e farei uso de um eufemismo para não parecer vaidoso – perfeito. Mas chega de falar de pessoas. Regressemos a Rui Alves.
Ao olhar para o presidente do Nacional, saltam à vista, desde logo, três coisas: 1) a total ausência de hábitos de higiene regulares; 2) a vontade indómita de vomitar que ele oferece; 3) a comicidade latente à combinação de vestuário que costuma usar. Obviamente que, como constataram, me limitei a expor aquilo que, ao ver Rui Alves, salta à vista. Se optasse por enunciar aquilo que salta, por exemplo, ao nariz, as conclusões teriam de ser, inexoravelmente, bastante mais ofensivas.
Mas Rui Alves é muito mais do que aquilo que parece. Ou, colocando-o de outra forma, Rui Alves é muito pior do que aquilo que parece. Ouvi, recentemente, uma entrevista concedida pelo presidente do Nacional e compreendi, logo nos primeiros segundos, que ali há verve, que ali há talento, que ali há, enfim, um enorme engenho discursivo. Mas, infelizmente, quando o jornalista terminou a sua questão e Rui Alves começou a falar, tudo isso desapareceu. É pena. E é pena aquilo que sinto em relação ao povo madeirense. Ter em Alberto João Jardim e em Rui Alves dois dos seus mais altos representantes é, no mínimo, capaz de arrasar qualquer um. Ainda assim, resta-lhes a consolação e a certeza de que – segundo estudos genéticos exaustivos e perfeitamente credíveis apesar de terem sido agora mesmo inventados por mim – Luís Filipe Vieira não é madeirense nem sequer descende de alguém da Pérola do Atlântico. Já é – aliado ao facto de o Pauleta ser açoriano e não madeirense – um bom motivo para sorrir.

5 Comments:

Anonymous Anónimo disse...

eheheheh!!!!!!!!!!

É o melhor texto que já li sobre esse fdp da madeira!!!

eheheheheh!!!!!!!!!!

terça-feira, maio 02, 2006 10:58:00 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Grato pelas palavras que me dedicas, daniman.

Um abraço!

quarta-feira, maio 03, 2006 12:39:00 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

até que desta ves tiivestes piada, lagarto

quarta-feira, maio 03, 2006 12:40:00 da manhã  
Blogger RA disse...

Boa... este texto está muito bom. Na linha do gajo dos Gato.
Continua!

quarta-feira, maio 03, 2006 3:56:00 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

E porque nem toda a gente da Madeira é mafioso... quero deixar aqui o meu protesto!

De resto, estás à vontade! Bom texto, excelente blogue!

Ass: Madeirense, adepta do CDNacional e com alguma cultura democrática!

quarta-feira, maio 10, 2006 11:56:00 da tarde  

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